Sala de cinema premium com poltronas reclináveis
O Brasil registrou crescimento de 35% no número de salas premium e IMAX entre 2024 e 2026, segundo levantamento das três maiores redes exibidoras do país. O movimento responde a uma estratégia clara: oferecer ao espectador algo que o streaming não consegue replicar — escala, som e experiência coletiva.
A expansão saiu dos grandes centros e chegou a capitais do Norte e Centro-Oeste, ampliando o acesso a tecnologia de ponta para milhões de espectadores.
Tecnologia que justifica o ingresso mais caro
As novas salas combinam projeção a laser, telas curvas de até 25 metros, som Dolby Atmos e poltronas reclináveis com mesa lateral. O ingresso costuma custar 60% a mais que o de uma sala convencional, mas a ocupação média tem sido consistentemente superior nas estreias de blockbusters.
Para os exibidores, o desafio é manter essa diferenciação à medida que a tecnologia se barateia e migra para salas comuns.
Streaming como motor indireto
Paradoxalmente, a popularização das plataformas digitais ajudou a impulsionar as salas premium. Quem assina vários streamings reserva a ida ao cinema para experiências que não cabem na TV — e está disposto a pagar mais por isso. O resultado é um público mais seletivo, porém mais engajado.
Conclusão
O modelo deve continuar crescendo em 2026 e 2027, especialmente em cidades médias com renda concentrada e oferta limitada de lazer noturno. Para o público, é uma chance rara de assistir a grandes lançamentos com qualidade equivalente à dos melhores cinemas do mundo.