Estúdio de televisão com luzes e câmeras
A TV aberta brasileira passou por sua maior reformulação em mais de uma década em 2026. Pressionadas pelo crescimento dos streamings e pela queda no consumo linear entre o público jovem, as emissoras adotaram novas estratégias de programação: mais formatos ao vivo, jornalismo de profundidade no horário nobre e parcerias inéditas com criadores digitais.
O movimento ainda não inverte a tendência de queda, mas reduz o ritmo e mostra que a TV linear ainda tem cartas para jogar.
Vivos como diferencial
Programas ao vivo — esportes, jornalismo, talk shows e reality shows com votação aberta — passaram a ocupar mais espaço na grade. A lógica é simples: são experiências difíceis de replicar no streaming sob demanda e mantêm um público fiel que assiste em tempo real.
A Globo, o SBT e a Record reforçaram suas equipes de produção ao vivo, investindo em câmeras leves, sets modulares e tecnologia de transmissão em múltiplas plataformas.
Jornalismo no horário nobre
Outra aposta foi a ampliação de blocos jornalísticos de profundidade no horário nobre. Reportagens em série, programas dedicados a investigação e debates com convidados ganharam destaque. Em vários casos, esses formatos superaram em audiência entretenimentos tradicionais que ocupavam o mesmo horário.
Parcerias com criadores
Pela primeira vez, criadores nascidos no YouTube e no TikTok foram contratados para apresentar programas em TV aberta. A integração ainda gera atrito interno, mas tem ajudado a atrair público entre 18 e 34 anos, faixa em que a TV linear vinha perdendo terreno mais rápido.
Conclusão
Ainda é cedo para dizer se a TV aberta conseguirá manter relevância na próxima década. Mas o esforço de reinvenção em 2026 é o mais consistente em muito tempo, e pode reposicionar o meio diante das novas gerações.